Nada mudou, nada mudou
Grandmother was a fadista
the numbers
- bpm
- 99
- key
- G major
- energy
- 0.72
- dance
- 0.84
- valence
- 0.44
- vocal at
- 5.0s
- length
- 3:13
- language
- Po
lyrics
Na mesa de fórmica, a chávena tinha uma lasca Tu trazias o casaco no braço, eu trazia a pressa Às dez e vinte e sete, a porta não fez farfalha E o teu anel no copo brilhou como se nada passasse A mesma cadeira torta, o mesmo copo de aguardente O mesmo riso de lado, a mesma mão na manga quente Olhei-te de perto, e a sala ficou mais pequena Foi como voltar a um quarto onde a mágoa já era plena Nada mudou, nada mudou Nada mudou, nada mudou Nós rimos igual, nós caímos igual Nada mudou, nada mudou No prato havia sardinhas, limão e um pires rachado Tu falaste do Benfica, do carro, do verão passado No bolso, o velho bilhete de autocarro amassado E eu vi nos teus ombros o mesmo peso dobrado Nada mudou, nada mudou Nada mudou, nada mudou Nós rimos igual, nós caímos igual Nada mudou, nada mudou Às onze e dez, a rádio soltou um fado antigo Tua mãe mandou mensagem: “chega cedo, não fiques comigo” Eu quis dizer “agora somos outros”, mas faltou-me a voz E a cidade ficou atrás do vidro, olhando por nós Nada mudou, nada mudou Nada mudou, nada mudou Nós rimos igual, nós caímos igual Nada mudou, nada mudou
